segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Não sou Angelina, mas sou jolie.
Brad Pitt é um espetáculo: lindo, loiro, rico, tem olhos azuis e um charme incomparável, mas.... não está disponível na primeira esquina. Ele deve estar em algum lugar distante, com sua jolie Angelina (ou não).
Mas o que temos com isso?
O que temos é o nosso perturbador sonho idílico de que os nossos devem ser como Brad e se não temos, sonhamos com algo (alguém) na mesma forma. Eternamente insatisfeitas, vitimas de um modelo a seguir, as mulheres se deslumbram e se desbundam com o que não podem ter e seguem choramingando porque queriam este o aquele, ou isto ou aquilo, mas sempre algo (alguém) que está fora do alcance. E se o problema não está no outro, está nelas: ora é o peito que devia se maior (ou menor), pois depende do numero do sutiã; ora é a cintura que devia se encaixar no manequim 38 (no máximo 40), ora querem bíceps, tríceps e todos os pssss possíveis, pois inventaram um modelo para ser “gostosa”.
Fora de rota, seguimos, malcontentes, contrariadas, aborrecidas que aborrecem a todos, por conta dos desejos de ter/ser outros que não temos e não somos. E que tal se resolvêssemos descobrir as vantagens em sermos nós mesmas, com nossos pares que escolhemos, com nossas formas não idealizadas, mas nós, com o que somos e temos de direito, para simplesmente ser feliz?
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Alguém tem que ceder
Uma das artes de viver é driblar as diferenças da convivência. Se você tem uma vida a dois, seja com a mãe, o irmão, a amiga ou o parceiro, sabe da difícil arte de harmonizar o seu, os meus, os nossos gostos. Ou ainda a sua, a minha, as nossas opiniões quase sempre tão divergentes, tão distantes, convivendo no mesmo espaço, mas em mundos tão opostos.
Ser múltiplo, dividir, repartir, socializar, aprender, ceder, tolerar, compreender, suportar, infinitivos verbais que nos remetem aos superlativos que desenham a riqueza ou estranheza do convívio, que abarca a maior ambigüidade da alma: amamos e odiamos tantas vezes nossos próximos com quem convivemos e que se tornam estranhos, diante de sentimentos imprevisíveis e nos perguntamos: quem somos? A quem amamos?
Conviver implica à prática do verbo que consta no título. O problema é quando a balança pesa só de um lado.....
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Meu bolso está furado
Caras leitoras, todas sabemos que os problemas que afligem as mulheres não são somente os chamados de sentimentais. Há os que dizem respeito à ordem econômica e que, infelizmente, terminam refletindo no comportamento.
Os dilemas relacionados ao financeiro dizem respeito, quase sempre, a um fator comum entre as mulheres: meu salário não chega ao final do mês, preciso ganhar mais para suportar meus gastos. Essa é a constatação. Diante dessa perspectiva, estaremos sempre contando com algo que é possível, mas não é certo: um acréscimo nos nossos rendimentos. Quando esse aumento não é possível, não paramos para pensar sobre nosso comportamento econômico. Será que é o salário que deve se encaixar em nossos gastos ou nós que devemos administrar nossas despesas em função da nossa renda?
O que pega, na maioria das vezes, é estar atrelada ao mundo do consumo e não conseguir a libertação. Portanto, se você tem um salário fixo e vive apertada, preste atenção se suas necessidades de compra são reais ou se são frutos da influência das luzes dos shoppings em liquidação.
Para viver de acordo com o orçamento há alguns movimentos necessários. O primeiro é ter como objetivo diminuir a fatura do seu cartão de crédito e chegar ao total de 10% do seu salário. Para alcançar esta meta, a primeira medida é dispensar, imediatamente todos aqueles mimos desnecessários que fazemos com nós mesmas, todos os meses, espichando em divisões de parcelas que só subtraem nossa grana.
Mas você pode se perguntar: como poderei alcançar este fim se justamente neste mês, há três aniversários de pessoas queridas? Calma, ninguém vai deixar de ser prestigiado, mas presentear não rima com artigos caros, mas com itens criativos e, ao usar a criatividade, você estará exercitando seu poder econômico.
Além dos presentes, outros itens ilustram sua lista de necessidades, ao quais você terá que eliminar e eleger o que compõe, realmente, sua necessidade. Portanto, aderir a todas as liquidações que duram só três dias, ou só até amanhã, não constitui um passo de inteligência, mas uma forma de sedução ao consumo. Ora, as promoções aparecem semestralmente e nunca devemos correr para as lojas como se fosse a ultima chance das nossas vidas.
O fato é que vivemos numa sociedade voltada para o modismo e o consumo de itens inúteis. Nosso celular, além de ligar e receber chamadas deve ter mil atribuições que ao distinguir o aparelho, automaticamente marca nossa imagem no meio social. Somado ao aparelho celular estão as outras necessidades que julgamos básicas, como o sapato no modelo da hora, a bolsa adequada às formas mais usuais e a roupa em acordo com os freqüentes moldes das vitrines. Entretanto, se formos avaliar esses artigos são todos supérfluos e, quem sabe, desnecessários.
As mulheres já têm na agenda básica de beleza as obrigações de fazer unhas, depilação e cabeleireiro, que custam alguns cifrões no orçamento, por isso, se o bolso está furado e o rico dinheirinho acaba antes da chegada do próximo pagamento, abra uma planilha Excel, disponha sua receita e suas despesas e corte as linhas dispensáveis que oneram a liquidez do seu ganho. Domine sua vida orçamentária e verá como é saudável viver de acordo com seu poder aquisitivo.
Se ainda assim, minha amiga leitora, você tem um emprego e um cifrão no final do mês e não se sente contente, busque alternativas que lhe satisfaçam como investir mais na sua carreira e deste modo poder exigir melhor salário, ou criar um diferencial na sua carreira e assim partir para novos ganhos, ou ampliar seu campo de ação e, portanto, aumentar seus proventos. Depois de todas essas investidas, resta-lhe sempre o cuidado de organizar sua planilha de gastos e torná-la condizente com os ganhos obtidos. Boa sorte e bolso cheio!
Os dilemas relacionados ao financeiro dizem respeito, quase sempre, a um fator comum entre as mulheres: meu salário não chega ao final do mês, preciso ganhar mais para suportar meus gastos. Essa é a constatação. Diante dessa perspectiva, estaremos sempre contando com algo que é possível, mas não é certo: um acréscimo nos nossos rendimentos. Quando esse aumento não é possível, não paramos para pensar sobre nosso comportamento econômico. Será que é o salário que deve se encaixar em nossos gastos ou nós que devemos administrar nossas despesas em função da nossa renda?
O que pega, na maioria das vezes, é estar atrelada ao mundo do consumo e não conseguir a libertação. Portanto, se você tem um salário fixo e vive apertada, preste atenção se suas necessidades de compra são reais ou se são frutos da influência das luzes dos shoppings em liquidação.
Para viver de acordo com o orçamento há alguns movimentos necessários. O primeiro é ter como objetivo diminuir a fatura do seu cartão de crédito e chegar ao total de 10% do seu salário. Para alcançar esta meta, a primeira medida é dispensar, imediatamente todos aqueles mimos desnecessários que fazemos com nós mesmas, todos os meses, espichando em divisões de parcelas que só subtraem nossa grana.
Mas você pode se perguntar: como poderei alcançar este fim se justamente neste mês, há três aniversários de pessoas queridas? Calma, ninguém vai deixar de ser prestigiado, mas presentear não rima com artigos caros, mas com itens criativos e, ao usar a criatividade, você estará exercitando seu poder econômico.
Além dos presentes, outros itens ilustram sua lista de necessidades, ao quais você terá que eliminar e eleger o que compõe, realmente, sua necessidade. Portanto, aderir a todas as liquidações que duram só três dias, ou só até amanhã, não constitui um passo de inteligência, mas uma forma de sedução ao consumo. Ora, as promoções aparecem semestralmente e nunca devemos correr para as lojas como se fosse a ultima chance das nossas vidas.
O fato é que vivemos numa sociedade voltada para o modismo e o consumo de itens inúteis. Nosso celular, além de ligar e receber chamadas deve ter mil atribuições que ao distinguir o aparelho, automaticamente marca nossa imagem no meio social. Somado ao aparelho celular estão as outras necessidades que julgamos básicas, como o sapato no modelo da hora, a bolsa adequada às formas mais usuais e a roupa em acordo com os freqüentes moldes das vitrines. Entretanto, se formos avaliar esses artigos são todos supérfluos e, quem sabe, desnecessários.
As mulheres já têm na agenda básica de beleza as obrigações de fazer unhas, depilação e cabeleireiro, que custam alguns cifrões no orçamento, por isso, se o bolso está furado e o rico dinheirinho acaba antes da chegada do próximo pagamento, abra uma planilha Excel, disponha sua receita e suas despesas e corte as linhas dispensáveis que oneram a liquidez do seu ganho. Domine sua vida orçamentária e verá como é saudável viver de acordo com seu poder aquisitivo.
Se ainda assim, minha amiga leitora, você tem um emprego e um cifrão no final do mês e não se sente contente, busque alternativas que lhe satisfaçam como investir mais na sua carreira e deste modo poder exigir melhor salário, ou criar um diferencial na sua carreira e assim partir para novos ganhos, ou ampliar seu campo de ação e, portanto, aumentar seus proventos. Depois de todas essas investidas, resta-lhe sempre o cuidado de organizar sua planilha de gastos e torná-la condizente com os ganhos obtidos. Boa sorte e bolso cheio!
domingo, 3 de abril de 2011
No fundo da sala
Quando o dia começa tem início o meu tormento: enfrentar as pessoas. Em casa, tudo bem, já estão acostumados com meu silencio e identificam, inapropriadamente, de mau humor.
Sigo. O ônibus infecto cospe as pessoas e tenho que encarar meus primeiros opositores, aos quais não pronuncio bom dia e passarei por uma pessoa mal educada ou aborrecida. Mas o que me estrangula por dentro é muito mais do que essas maléficas qualificações.
O segundo e mais difícil momento do dia é estar em meu ambiente de trabalho. Inserir-me. Ah, quão difícil suportar essa dificuldade de emitir opiniões, participar das piadas na hora do café, contrapor a idéia do chefe. Silêncio. Volto para o fundo da sala, muda. Permaneço reclusa em mim, enroscada no mais profundo desassossego.
Prossigo calada. Arrisco alguns olhares, ensaio algumas sílabas. Engasgo e emudeço novamente. Sinto-me inapropriada a tudo, ao espaço familiar, ao recinto do trabalho ou a qualquer ambiente. O ar me sufoca e os olhares e sorrisos das pessoas me apavoram. Fujo. Sempre para o fundo da sala.
À noite, reclusa em meu segredo, amarguro a dor de mais um dia. Queria ter falado, gostaria de contar um fato engraçado, adoraria apresentar os resultados do meu trabalho, mas não consegui.
Submergi e me afoguei. Até quando? Como resolver? Como revelar? Vergonha? Medo? Fobia? Era tudo e não era nada, mas é o meu inferno descrito numa frase: sou tímida.
sábado, 2 de abril de 2011
Mulheres em série
Há alguns dias eu falava aqui da necessidade de impormos a nossa personalidade e nos firmarmos no planeta, como seres individuais – cada uma com seus valores, qualidades e competências que marcam a personalidade.
Sermos únicas me parece ser uma questão de decisão de cada uma. Mas será que queremos ser particulares?
Há quinze dias, sentada num barzinho da cidade, observava o desfile feminino e seus modelitos semelhantes. Naquele momento comprovei que usar shorts acima do joelho com um bom par de saltos, era o quente da estação. Contei uma, duas... dez, vinte, perdi as contas e comprovei que a maioria das beldades presentes naquele espaço, usavam o mesmo molde.
Até aí nada de mais, o tipo de roupa combina com o verão brasileiro, é prática, confortável e bonita, mas será que todas cabiam naquele corte costura? Daí surge a ausência completa de individualidade, pois adentravam nos shorts desde moçoilas de 15 anos até as senhoras de 60. Contudo, o problema não é ter 60 anos, mas saber se o modelo está adequado ao seu corpo e se a composição terá um final feliz e é aí que entra um quesito chamado bom senso ou ausência de senso crítico para saber o que melhor se encaixa ao seu corpo.
Por que é moda, todas devem usar, mesmo que fiquem expostas as pernas que estariam mais elegantes se estivessem vestidas numa bela calça comprida, ao invés do short que registra as formas não bem definidas?
O desfile de mulheres em série, todas trajando a mesma peça, impacientou-me. Onde estava a singularidade dessas mulheres? E se de repente a moda fosse expor na cabeça um cocá de Carmem Miranda, todas se atreveriam? O que é melhor ao escolher uma roupa para ressaltar sua beleza, que as peças tenham um diálogo com sua personalidade e com seu corpo ou simplesmente se amoldar à onda do sucesso?
Não sei se sou eu que estou ultrapassada, mas acredito que a melhor forma de se fazer notar é mantendo um estilo próprio, apropriado com sua idade e com as linhas que definem a silhueta e determinar, em cada medida, sua personalidade que apresentará ao mundo a mulher que você é, avessa aos padrões e totalmente distinta da série que se desdobra pelos bares e praças da cidade.
Sermos únicas me parece ser uma questão de decisão de cada uma. Mas será que queremos ser particulares?
Há quinze dias, sentada num barzinho da cidade, observava o desfile feminino e seus modelitos semelhantes. Naquele momento comprovei que usar shorts acima do joelho com um bom par de saltos, era o quente da estação. Contei uma, duas... dez, vinte, perdi as contas e comprovei que a maioria das beldades presentes naquele espaço, usavam o mesmo molde.
Até aí nada de mais, o tipo de roupa combina com o verão brasileiro, é prática, confortável e bonita, mas será que todas cabiam naquele corte costura? Daí surge a ausência completa de individualidade, pois adentravam nos shorts desde moçoilas de 15 anos até as senhoras de 60. Contudo, o problema não é ter 60 anos, mas saber se o modelo está adequado ao seu corpo e se a composição terá um final feliz e é aí que entra um quesito chamado bom senso ou ausência de senso crítico para saber o que melhor se encaixa ao seu corpo.
Por que é moda, todas devem usar, mesmo que fiquem expostas as pernas que estariam mais elegantes se estivessem vestidas numa bela calça comprida, ao invés do short que registra as formas não bem definidas?
O desfile de mulheres em série, todas trajando a mesma peça, impacientou-me. Onde estava a singularidade dessas mulheres? E se de repente a moda fosse expor na cabeça um cocá de Carmem Miranda, todas se atreveriam? O que é melhor ao escolher uma roupa para ressaltar sua beleza, que as peças tenham um diálogo com sua personalidade e com seu corpo ou simplesmente se amoldar à onda do sucesso?
Não sei se sou eu que estou ultrapassada, mas acredito que a melhor forma de se fazer notar é mantendo um estilo próprio, apropriado com sua idade e com as linhas que definem a silhueta e determinar, em cada medida, sua personalidade que apresentará ao mundo a mulher que você é, avessa aos padrões e totalmente distinta da série que se desdobra pelos bares e praças da cidade.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Meu namorado perfeito
O planeta Terra abriga mulheres que se agrupam nas mais diversas categorias e entre elas consta o grupo das contrariadas. Há aquelas que são descontentes com seu cabelo, outras se ressentem com sua altura, há ainda as insatisfeitas da circunferência da cintura e os itens dos desgostos são quase infindáveis. Porém, há um componente de descontentamento que é quase generalizado: a insatisfação com o namorado.
Quando elas não tinham nenhum namorado, elencavam em suas listas imaginárias, os quesitos que desejavam no indivíduo que iria ocupar o lugar de honra ao seu lado. Entre os pontos principais relacionavam a boa educação e a cortesia. Aspiravam também que a fidelidade fizesse parte das atribuições do pretendente, que deveria, entre outras qualidades, estar sempre disponível para quando precisassem e colocá-las como prioridade em suas vidas – acima de tudo!!!
Até que um dia o príncipe encantado se revela. Daquele jeitinho que elas efabularam: bonito, cortês, agradável, simpático, carinhoso e mais algumas atribuições que estavam na lista, mas que elas não revelavam assim, para todos. Era desejado que seu homem fosse também limpinho e perfumado. Pronto! Ali estava a concretização dos seus desejos: ele era perfumadíssimo e tinha colo macio. Que maravilha! Que inveja sentiriam as suas amigas ao contemplarem aquele par perfeito, escolhido a dedo, ocupando o lugar ao seu lado.
No início do relacionamento, um encanto. Dias felizes se anunciavam. Uma belezura de afetos e suspiros se encaixavam entre os dois que eram só amores e, como ela desejara, entre os atributos do mancebo estava a fidelidade. Era fiel, que delícia e que despreocupação! Ah, também era certinho. Trabalhava assiduamente, estudava línguas estrangeiras e aprimorava-se na carreira em cursos de aperfeiçoamento.
O quadro era tal qual aquele do rol elencado para o namorado perfeito. Mas, como a vida é composta por entretantos, aquele moço tão primoroso, em certos momentos, era imperfeito. A jovem, agora desencalhada, lamentava-se com suas amigas sobre a perfeição excessiva do namorado. Queria um pouco de safadeza. Esquecera de prever entre os itens, a imprevisibilidade, a ausência de rotina e um punhado de aventura para aquecer a relação.
E agora?
Contrariada, afirma que escolherá melhor na próxima vez e penderá seus olhos em alguém menos educadinho, menos organizado e que possa causar mais emoção em sua vida monótona.
Desfeitas as afeições primeiras, a moça que se enquadra no grupo das enfadadas de plantão, não se satisfez, naturalmente, com aquele namoradinho que se encaixava como uma luva nas suas aspirações iniciais. Diante da frustração, ela empreende novo rol de predicados para a próxima conquista. Coitada! Mal sabe que o segundo tipo também não lhe trará satisfação, nem o terceiro, nem o quarto. Existe namorado perfeito???
quarta-feira, 30 de março de 2011
" Com açúcar e com afeto"
Não há nada mais deselegante do que grosseria, estupidez e falta de educação. Mais desairoso ainda se esses atributos fizerem parte da conduta feminina. Há algo mais feio do que mulher grossa? Dessas que falam alto, estão constantemente irritadas e cospem palavrões habitualmente? Francamente, este é um quadro deplorável e quando assistimos a essas cenas bizarras, ficamos envergonhadas do nosso grupo feminino.
Há, portanto, uma entre as atitudes grosseiras que são lastimáveis, quando a mulher exercita sua estupidez com o ser amado. Amado? Trata-se o ser amado com imperativos? Vá! Venha! Pegue! Sente! Volte! Creio que todas devem concordar que esse uso verbal é mais adequado para os adestramentos de animais, por isso há de se ter cuidado com o ser amado e tratá-lo com delicadeza.
Contudo, desde a simbólica queima dos sutiãs, na década de 1960, algumas mulheres não entenderam bem a mensagem e resolveram radicalizar e mostrar quem manda no território. Este grupo entende que delicadeza é sinônimo de subserviência e, para tanto, essa qualidade deve ser banida de seus comportamentos.
Ao alimentar uma conduta pautada na indelicadeza, o que essas mulheres não sabem é que afastam de si aqueles homens que querem chamar de seus e esquecem que com açúcar e afeto, as relações ficam mais saborosas e fáceis de conduzir.
Não estou propagando aqui nenhuma apologia à submissão ou coisa parecida, mas uma recomendação para que se mantenha a doçura e educação em nossas relações, procedimentos que dignificarão mais ainda nossa alma feminina e que não farão oposição com as conquistas até aqui obtidas.
Manifeste-se, marque sua posição, expresse sua liderança e conquiste seu espaço, mas com serenidade e brandura, pois essas atitudes lhe renderão destaque e magnitude próprias ao ser feminino.
Quem disse que só se exerce o comando impondo a força e a violência?
segunda-feira, 28 de março de 2011
"Ó abre alas que eu quero passar"
Eu poderia comentar os fatos mais importantes ocorridos na ultima quinzena, envolvendo personalidades femininas, como a visita de Michelle Obama ao Brasil e seus maravilhosos modelos, ou a morte da estrela Elizabeth Taylor e seu glamoroso funeral, ou ainda a visita da mais nova namoradinha de Hollywood ao complexo do alemão, no Rio de Janeiro, Anne Hathaway.
Todos esses fatos relacionados às mulheres famosas, naturalmente, encheram as páginas dos jornais e revistas e ocuparam os sites de notícias na internet, além dos programas televisivos. Contudo, só dizem respeito à vida da mulher comum, no que se refere ao encanto. Portanto, ao virar a página do jornal ou do site e ao desligar seu aparelho de TV, ficam lá os belos vestidos da Sra. Obama, os esplêndidos olhos cor de violeta da diva Taylor e o sorriso singelo da jovem Hathaway.
Na vida real, mulher que pega ônibus, encara engarrafamento, administra casa e enfrenta o trabalho está longe de ser notícia de pauta, pois o que faz sucesso não é o comum, o cotidiano, mas o raro, o infrequente, o que poucos têm e está distante da nossa realidade, embora compareça dentro das nossas casas nas telas luminosas que apresentam os seres com semipoderes e tão distintos da nossa vida real.
Fico a pensar em quão maléfico podem ser os exemplos do que não podemos ser. O que podem provocar? Angústia? Ambição? Entorpecimento? Ilusão? Desgosto? Seremos capazes de vislumbrar tanto fascínio da vida dessas supermulheres e nos mantermos firmes e belas em nossos cotidianos assoberbados de tarefas, em que não há copeiro que nos traga agua e café? Ou vamos nos tornar consumistas, invejosas e fúteis em busca de um lugar que não é o nosso?
Ser cada uma por inteiro, no seu universo, ainda que restrito às luzes da ribalta, eis o segredo para ser feliz. Aceitar-se. Reconhecer-se bela em sua particularidade. Impor-se como ser humano, comum, porém digno, grandioso e cheio de alegria. Compondo um quadro que nos ilumina e torna cada uma única, não tem Michelle, nem Anne, nem mesmo “Elizabeths” que possam nos ofuscar, pois o mundo é nosso e abre alas que vamos passar.
Todos esses fatos relacionados às mulheres famosas, naturalmente, encheram as páginas dos jornais e revistas e ocuparam os sites de notícias na internet, além dos programas televisivos. Contudo, só dizem respeito à vida da mulher comum, no que se refere ao encanto. Portanto, ao virar a página do jornal ou do site e ao desligar seu aparelho de TV, ficam lá os belos vestidos da Sra. Obama, os esplêndidos olhos cor de violeta da diva Taylor e o sorriso singelo da jovem Hathaway.
Na vida real, mulher que pega ônibus, encara engarrafamento, administra casa e enfrenta o trabalho está longe de ser notícia de pauta, pois o que faz sucesso não é o comum, o cotidiano, mas o raro, o infrequente, o que poucos têm e está distante da nossa realidade, embora compareça dentro das nossas casas nas telas luminosas que apresentam os seres com semipoderes e tão distintos da nossa vida real.
Fico a pensar em quão maléfico podem ser os exemplos do que não podemos ser. O que podem provocar? Angústia? Ambição? Entorpecimento? Ilusão? Desgosto? Seremos capazes de vislumbrar tanto fascínio da vida dessas supermulheres e nos mantermos firmes e belas em nossos cotidianos assoberbados de tarefas, em que não há copeiro que nos traga agua e café? Ou vamos nos tornar consumistas, invejosas e fúteis em busca de um lugar que não é o nosso?
Ser cada uma por inteiro, no seu universo, ainda que restrito às luzes da ribalta, eis o segredo para ser feliz. Aceitar-se. Reconhecer-se bela em sua particularidade. Impor-se como ser humano, comum, porém digno, grandioso e cheio de alegria. Compondo um quadro que nos ilumina e torna cada uma única, não tem Michelle, nem Anne, nem mesmo “Elizabeths” que possam nos ofuscar, pois o mundo é nosso e abre alas que vamos passar.
domingo, 27 de março de 2011
Meu cantor favorito
O que nos faz admirar ou se sentir enlevada por um cantor? Sem duvida alguma uma primeira resposta seria que nos deixamos envolver pelas letras das músicas com as quais identificamos nossa história de vida, ou mais particularmente com as melodias que nos fazem submergir.
O mais interessante no amor por um cantor é que independente do seu tipo físico, quando nos tornamos fãs das suas melodias cantadas, naturalmente eles passam a fazer parte do nosso elenco de homens bonitos.
Foi assim com Seu Jorge. Cantor e compositor que tem um vozeirão de parar mulheres e homens que apreciam uma boa voz melodiosa. Hoje, vendo Seu Jorge na TV, pensei com meus botões, mas não é que ele é bonito! A exclamação é oriunda da admiração pela voz melodiosa do cantor. Não que Seu Jorge não tenha seus atrativos, mas sabemos que quando há uma desobediência aos padrões de beleza, o belo aparece atrelado a outras virtudes ou qualidades.
Veja o Zezé de Camargo, por exemplo. Alcançou o estrelato com as letras que cantam amores e desilusões, mas acima de tudo, derrete o coração do publico feminino que, frenéticas, exaltam sua beleza? Beleza? Não que o Zezé não tenha seus atributos físicos, mas abemos que este também não se enquadra nos modelos preestabelecidos do belo.
Nesta mesma situação figuram muitas outras vozes que determinam o rol de homens bonitos e o grupo abarca desde Marrone a Zeca Baleiro, até chegar naquele que emplaca pouco pela voz, emociona pelas letras das canções e é desejado pela real beleza que cerca seus olhos azuis. De quem falo, devidamente enquadrado como exemplo de beleza por 99.9% das mulheres, atribuímos-lhe valor à voz e o exaltamos como completo. Belo Chico Buarque, aquele que todas suspiram e adorariam a mirar-se, cada uma, como uma mulher de Holanda.
O mais interessante no amor por um cantor é que independente do seu tipo físico, quando nos tornamos fãs das suas melodias cantadas, naturalmente eles passam a fazer parte do nosso elenco de homens bonitos.
Foi assim com Seu Jorge. Cantor e compositor que tem um vozeirão de parar mulheres e homens que apreciam uma boa voz melodiosa. Hoje, vendo Seu Jorge na TV, pensei com meus botões, mas não é que ele é bonito! A exclamação é oriunda da admiração pela voz melodiosa do cantor. Não que Seu Jorge não tenha seus atrativos, mas sabemos que quando há uma desobediência aos padrões de beleza, o belo aparece atrelado a outras virtudes ou qualidades.
Veja o Zezé de Camargo, por exemplo. Alcançou o estrelato com as letras que cantam amores e desilusões, mas acima de tudo, derrete o coração do publico feminino que, frenéticas, exaltam sua beleza? Beleza? Não que o Zezé não tenha seus atributos físicos, mas abemos que este também não se enquadra nos modelos preestabelecidos do belo.
Nesta mesma situação figuram muitas outras vozes que determinam o rol de homens bonitos e o grupo abarca desde Marrone a Zeca Baleiro, até chegar naquele que emplaca pouco pela voz, emociona pelas letras das canções e é desejado pela real beleza que cerca seus olhos azuis. De quem falo, devidamente enquadrado como exemplo de beleza por 99.9% das mulheres, atribuímos-lhe valor à voz e o exaltamos como completo. Belo Chico Buarque, aquele que todas suspiram e adorariam a mirar-se, cada uma, como uma mulher de Holanda.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Agora sou visita
Eles viveram uma sólida relação durante meia década. Uma tórrida paixão. Eram cúmplices e dividiam o mesmo espaço e as experiências, até que os dias mostraram que o cenário mudava: os carinhos ficaram escassos, as palavras mais bruscas e os momentos menos agradáveis, quando estavam juntos.
Era a proximidade do fim. Lágrimas, soluços e aquela dor que corrói as entranhas foram companheiras durante dias e noites daquela mulher, agora completamente solitária. O desfecho daquela história não podia ser mais trágico, pois o amor da sua vida partira com sua melhor amiga, para algum litoral leste, enquanto ela emergia na mais profunda desolação.
Felizmente a ideia clichê de que o tempo cura todas as mágoas, também funcionou neste caso. Os dias, meses e anos se passaram. As experiências trouxeram maturidade e a idéia de amor assumiu outra feição.
Em novo cenário, com novos amigos, o inesperado lhe trouxe de volta seu antigo amor que havia retornado e residia novamente na mesma cidade. Ela, ainda sozinha e solitária, não reagiu com indiferença aquele encontro que se multiplicou em coincidências que colocava um defronte o outro, costumeiramente.
Reaproximaram-se.... novamente a paixão, os carinhos e a alegria de estarem juntos. Ela, agora, tratada tal rainha, sem impaciências ou impertinências, só agrados, afagos, a doçura da conquista.
E assim tudo permaneceu. Ela sussurrava entre sorrisos: “agora sou visita”.
quarta-feira, 23 de março de 2011
“Eu não sou eu nem o outro”
O poeta dá esse título a um dos seus poemas que expressa os desejos ambíguos do ser humano.
O que queremos para nossas vidas?
Se chover, desejamos o aconchego da chuva, mas se o dia permanece sombrio, ansiamos pelo calor abrasador.
Assombro ou paz? Pergunta o poeta. Queremos amor, ou aventura? Pode ser calmaria, ou emoção? A alma se derrama em desejos opostos e confusos que indefinem nossas vontades.
Tudo envolto entre princípio e fim compõem uma alma de ilusão, com a sensação de que tudo errou, não alçou voo e se reteve na confusão de anseios não concretizados. Tudo desejamos e nada possuímos. Resta o desencanto.
...................................
Quando assim nos sentimos, ficamos no intermédio, no mergulho profundo que o tédio afoga e submerge a alma.
Hoje não sou nem o outro.
O que queremos para nossas vidas?
Se chover, desejamos o aconchego da chuva, mas se o dia permanece sombrio, ansiamos pelo calor abrasador.
Assombro ou paz? Pergunta o poeta. Queremos amor, ou aventura? Pode ser calmaria, ou emoção? A alma se derrama em desejos opostos e confusos que indefinem nossas vontades.
Tudo envolto entre princípio e fim compõem uma alma de ilusão, com a sensação de que tudo errou, não alçou voo e se reteve na confusão de anseios não concretizados. Tudo desejamos e nada possuímos. Resta o desencanto.
...................................
Quando assim nos sentimos, ficamos no intermédio, no mergulho profundo que o tédio afoga e submerge a alma.
Hoje não sou nem o outro.
terça-feira, 22 de março de 2011
As obrigações nossas de cada dia
6h da manhã, ou antes, 5:30h da madrugada. Tão cedo!!!!! Mas o dia não quer saber disso. O despertador toca inclemente. Começam as obrigações diárias. Para quem é mãe, dona de casa, há o café da manhã para preparar. Para quem só é dona de casa, mora sozinha ou divide um apartamento com amigos, sai correndo, pois o bus não espera. Mas em ambos os casos ou em demais situações, mulher tem que sair de casa disposta e, sobretudo, bonita.
Ah, eternas obrigações nossas de cada dia: acordar cedo e disposta, chegar ao trabalho ou à escola pontualmente, manter a assiduidade e competência, esbanjar bom humor e simpatia, transformar o dia em 48 horas ativas que esgotam qualquer ser humano.
Ufa!!! Calma, ainda não acabou. Se você tem um parceiro, prepare mais disposição. Não tem essa de cansaço, pois os músculos masculinos são mais resistentes do que os femininos e suportam um dia de trabalho com mais facilidade. E se você tem filhos, então??????? Há de ter disposição para tudo e ainda carrega nas costas o emblema de “a responsável por tudo”.
Ah, falta o cachorro, o gato, o supermercado para fazer, as contas para pagar e, além de tudo, freqüentar uma academia para manter-se em forma, em acordo com os padrões da estética, embora muitas afirmem que visitam esses ambientes, única e exclusivamente, por preocupação com a saúde.
Enfim, finda o dia. Finda o dia? Quantas horas de sono? Descanso? Quem nos livra das obrigações nossas de cada dia? Quem inventou essa capa de mulher maravilha e colocou no meu pescoço e não consigo desatar?
segunda-feira, 21 de março de 2011
O silêncio do meu quarto
No silêncio de cada uma, deparamo-nos, quase sempre com nossos fantasmas - os castelos desmoronados, os príncipes perdidos ao longo do caminho, os sonhos desconstruídos. Quando encaramos os espelhos, visualizamos que estamos sem ninguém, sozinhas, no silêncio dos nossos quartos.
Revoltas, insones, ainda esperamos o nosso redentor, aquele que poderia nos salvar da brutal solidão.
Vã ilusão.... aumente o volume da TV, dê uma volta no quarteirão, encontre alguém que possa lhe dar a mão, ou sucumba embaixo das cobertas para secar seu pranto.
Passada a noite que traz todas as tormentas, o amanhã, com o raiar do sol, pode lhe apresentar alguém para chamar de seu.
domingo, 20 de março de 2011
Queria ser Maria Fernanda Cândido
Certo dia, ao entrar num shopping, deparei-me com um encarte de propaganda de relógios protagonizada pela atriz Maria Fernanda Cândido. Bela! Olhar penetrante, sorriso singelo e um ar de tranquilidade de dar inveja a qualquer mulher. A imagem dela, e não a dos relógios, que nem lembro a marca, prendeu a minha atenção. Fiquei a contemplar aquela belíssima mulher e, sem querer comecei a comparar: Maria Fernanda Cândido, brasileira que nem eu; tem trabalho que nem eu; recebe salário que nem eu e tem marido e filho que nem eu, mas ......... não adquiriu 20Kg na gravidez, não parece exausta da jornada de trabalho e, ainda por cima , para irritar mais ainda a cidadã comum que vos escreve, a Maria Fernanda tem cultura, estudou na USP e é, constrangedoramente, linda e discreta como toda mulher gostaria. Enfim, se Maria Fernanda Candido é um sonho de consumo de muitos homens que desejariam tê-la, saibam que é também um sonho de muitas mulheres que gostariam de ser, tal qual ela. Não é o seu? Preferiria outra opção de beldade? Não me parece que entre Ana Paula Arósio, Ivetes e outras chacretes, outra reúna singularidades de uma mulher comum, sem ser comum. Por isso, queria ser Maria Fernanda Candido.
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