sexta-feira, 15 de abril de 2011
Alguém tem que ceder
Uma das artes de viver é driblar as diferenças da convivência. Se você tem uma vida a dois, seja com a mãe, o irmão, a amiga ou o parceiro, sabe da difícil arte de harmonizar o seu, os meus, os nossos gostos. Ou ainda a sua, a minha, as nossas opiniões quase sempre tão divergentes, tão distantes, convivendo no mesmo espaço, mas em mundos tão opostos.
Ser múltiplo, dividir, repartir, socializar, aprender, ceder, tolerar, compreender, suportar, infinitivos verbais que nos remetem aos superlativos que desenham a riqueza ou estranheza do convívio, que abarca a maior ambigüidade da alma: amamos e odiamos tantas vezes nossos próximos com quem convivemos e que se tornam estranhos, diante de sentimentos imprevisíveis e nos perguntamos: quem somos? A quem amamos?
Conviver implica à prática do verbo que consta no título. O problema é quando a balança pesa só de um lado.....
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Meu bolso está furado
Caras leitoras, todas sabemos que os problemas que afligem as mulheres não são somente os chamados de sentimentais. Há os que dizem respeito à ordem econômica e que, infelizmente, terminam refletindo no comportamento.
Os dilemas relacionados ao financeiro dizem respeito, quase sempre, a um fator comum entre as mulheres: meu salário não chega ao final do mês, preciso ganhar mais para suportar meus gastos. Essa é a constatação. Diante dessa perspectiva, estaremos sempre contando com algo que é possível, mas não é certo: um acréscimo nos nossos rendimentos. Quando esse aumento não é possível, não paramos para pensar sobre nosso comportamento econômico. Será que é o salário que deve se encaixar em nossos gastos ou nós que devemos administrar nossas despesas em função da nossa renda?
O que pega, na maioria das vezes, é estar atrelada ao mundo do consumo e não conseguir a libertação. Portanto, se você tem um salário fixo e vive apertada, preste atenção se suas necessidades de compra são reais ou se são frutos da influência das luzes dos shoppings em liquidação.
Para viver de acordo com o orçamento há alguns movimentos necessários. O primeiro é ter como objetivo diminuir a fatura do seu cartão de crédito e chegar ao total de 10% do seu salário. Para alcançar esta meta, a primeira medida é dispensar, imediatamente todos aqueles mimos desnecessários que fazemos com nós mesmas, todos os meses, espichando em divisões de parcelas que só subtraem nossa grana.
Mas você pode se perguntar: como poderei alcançar este fim se justamente neste mês, há três aniversários de pessoas queridas? Calma, ninguém vai deixar de ser prestigiado, mas presentear não rima com artigos caros, mas com itens criativos e, ao usar a criatividade, você estará exercitando seu poder econômico.
Além dos presentes, outros itens ilustram sua lista de necessidades, ao quais você terá que eliminar e eleger o que compõe, realmente, sua necessidade. Portanto, aderir a todas as liquidações que duram só três dias, ou só até amanhã, não constitui um passo de inteligência, mas uma forma de sedução ao consumo. Ora, as promoções aparecem semestralmente e nunca devemos correr para as lojas como se fosse a ultima chance das nossas vidas.
O fato é que vivemos numa sociedade voltada para o modismo e o consumo de itens inúteis. Nosso celular, além de ligar e receber chamadas deve ter mil atribuições que ao distinguir o aparelho, automaticamente marca nossa imagem no meio social. Somado ao aparelho celular estão as outras necessidades que julgamos básicas, como o sapato no modelo da hora, a bolsa adequada às formas mais usuais e a roupa em acordo com os freqüentes moldes das vitrines. Entretanto, se formos avaliar esses artigos são todos supérfluos e, quem sabe, desnecessários.
As mulheres já têm na agenda básica de beleza as obrigações de fazer unhas, depilação e cabeleireiro, que custam alguns cifrões no orçamento, por isso, se o bolso está furado e o rico dinheirinho acaba antes da chegada do próximo pagamento, abra uma planilha Excel, disponha sua receita e suas despesas e corte as linhas dispensáveis que oneram a liquidez do seu ganho. Domine sua vida orçamentária e verá como é saudável viver de acordo com seu poder aquisitivo.
Se ainda assim, minha amiga leitora, você tem um emprego e um cifrão no final do mês e não se sente contente, busque alternativas que lhe satisfaçam como investir mais na sua carreira e deste modo poder exigir melhor salário, ou criar um diferencial na sua carreira e assim partir para novos ganhos, ou ampliar seu campo de ação e, portanto, aumentar seus proventos. Depois de todas essas investidas, resta-lhe sempre o cuidado de organizar sua planilha de gastos e torná-la condizente com os ganhos obtidos. Boa sorte e bolso cheio!
Os dilemas relacionados ao financeiro dizem respeito, quase sempre, a um fator comum entre as mulheres: meu salário não chega ao final do mês, preciso ganhar mais para suportar meus gastos. Essa é a constatação. Diante dessa perspectiva, estaremos sempre contando com algo que é possível, mas não é certo: um acréscimo nos nossos rendimentos. Quando esse aumento não é possível, não paramos para pensar sobre nosso comportamento econômico. Será que é o salário que deve se encaixar em nossos gastos ou nós que devemos administrar nossas despesas em função da nossa renda?
O que pega, na maioria das vezes, é estar atrelada ao mundo do consumo e não conseguir a libertação. Portanto, se você tem um salário fixo e vive apertada, preste atenção se suas necessidades de compra são reais ou se são frutos da influência das luzes dos shoppings em liquidação.
Para viver de acordo com o orçamento há alguns movimentos necessários. O primeiro é ter como objetivo diminuir a fatura do seu cartão de crédito e chegar ao total de 10% do seu salário. Para alcançar esta meta, a primeira medida é dispensar, imediatamente todos aqueles mimos desnecessários que fazemos com nós mesmas, todos os meses, espichando em divisões de parcelas que só subtraem nossa grana.
Mas você pode se perguntar: como poderei alcançar este fim se justamente neste mês, há três aniversários de pessoas queridas? Calma, ninguém vai deixar de ser prestigiado, mas presentear não rima com artigos caros, mas com itens criativos e, ao usar a criatividade, você estará exercitando seu poder econômico.
Além dos presentes, outros itens ilustram sua lista de necessidades, ao quais você terá que eliminar e eleger o que compõe, realmente, sua necessidade. Portanto, aderir a todas as liquidações que duram só três dias, ou só até amanhã, não constitui um passo de inteligência, mas uma forma de sedução ao consumo. Ora, as promoções aparecem semestralmente e nunca devemos correr para as lojas como se fosse a ultima chance das nossas vidas.
O fato é que vivemos numa sociedade voltada para o modismo e o consumo de itens inúteis. Nosso celular, além de ligar e receber chamadas deve ter mil atribuições que ao distinguir o aparelho, automaticamente marca nossa imagem no meio social. Somado ao aparelho celular estão as outras necessidades que julgamos básicas, como o sapato no modelo da hora, a bolsa adequada às formas mais usuais e a roupa em acordo com os freqüentes moldes das vitrines. Entretanto, se formos avaliar esses artigos são todos supérfluos e, quem sabe, desnecessários.
As mulheres já têm na agenda básica de beleza as obrigações de fazer unhas, depilação e cabeleireiro, que custam alguns cifrões no orçamento, por isso, se o bolso está furado e o rico dinheirinho acaba antes da chegada do próximo pagamento, abra uma planilha Excel, disponha sua receita e suas despesas e corte as linhas dispensáveis que oneram a liquidez do seu ganho. Domine sua vida orçamentária e verá como é saudável viver de acordo com seu poder aquisitivo.
Se ainda assim, minha amiga leitora, você tem um emprego e um cifrão no final do mês e não se sente contente, busque alternativas que lhe satisfaçam como investir mais na sua carreira e deste modo poder exigir melhor salário, ou criar um diferencial na sua carreira e assim partir para novos ganhos, ou ampliar seu campo de ação e, portanto, aumentar seus proventos. Depois de todas essas investidas, resta-lhe sempre o cuidado de organizar sua planilha de gastos e torná-la condizente com os ganhos obtidos. Boa sorte e bolso cheio!
domingo, 3 de abril de 2011
No fundo da sala
Quando o dia começa tem início o meu tormento: enfrentar as pessoas. Em casa, tudo bem, já estão acostumados com meu silencio e identificam, inapropriadamente, de mau humor.
Sigo. O ônibus infecto cospe as pessoas e tenho que encarar meus primeiros opositores, aos quais não pronuncio bom dia e passarei por uma pessoa mal educada ou aborrecida. Mas o que me estrangula por dentro é muito mais do que essas maléficas qualificações.
O segundo e mais difícil momento do dia é estar em meu ambiente de trabalho. Inserir-me. Ah, quão difícil suportar essa dificuldade de emitir opiniões, participar das piadas na hora do café, contrapor a idéia do chefe. Silêncio. Volto para o fundo da sala, muda. Permaneço reclusa em mim, enroscada no mais profundo desassossego.
Prossigo calada. Arrisco alguns olhares, ensaio algumas sílabas. Engasgo e emudeço novamente. Sinto-me inapropriada a tudo, ao espaço familiar, ao recinto do trabalho ou a qualquer ambiente. O ar me sufoca e os olhares e sorrisos das pessoas me apavoram. Fujo. Sempre para o fundo da sala.
À noite, reclusa em meu segredo, amarguro a dor de mais um dia. Queria ter falado, gostaria de contar um fato engraçado, adoraria apresentar os resultados do meu trabalho, mas não consegui.
Submergi e me afoguei. Até quando? Como resolver? Como revelar? Vergonha? Medo? Fobia? Era tudo e não era nada, mas é o meu inferno descrito numa frase: sou tímida.
sábado, 2 de abril de 2011
Mulheres em série
Há alguns dias eu falava aqui da necessidade de impormos a nossa personalidade e nos firmarmos no planeta, como seres individuais – cada uma com seus valores, qualidades e competências que marcam a personalidade.
Sermos únicas me parece ser uma questão de decisão de cada uma. Mas será que queremos ser particulares?
Há quinze dias, sentada num barzinho da cidade, observava o desfile feminino e seus modelitos semelhantes. Naquele momento comprovei que usar shorts acima do joelho com um bom par de saltos, era o quente da estação. Contei uma, duas... dez, vinte, perdi as contas e comprovei que a maioria das beldades presentes naquele espaço, usavam o mesmo molde.
Até aí nada de mais, o tipo de roupa combina com o verão brasileiro, é prática, confortável e bonita, mas será que todas cabiam naquele corte costura? Daí surge a ausência completa de individualidade, pois adentravam nos shorts desde moçoilas de 15 anos até as senhoras de 60. Contudo, o problema não é ter 60 anos, mas saber se o modelo está adequado ao seu corpo e se a composição terá um final feliz e é aí que entra um quesito chamado bom senso ou ausência de senso crítico para saber o que melhor se encaixa ao seu corpo.
Por que é moda, todas devem usar, mesmo que fiquem expostas as pernas que estariam mais elegantes se estivessem vestidas numa bela calça comprida, ao invés do short que registra as formas não bem definidas?
O desfile de mulheres em série, todas trajando a mesma peça, impacientou-me. Onde estava a singularidade dessas mulheres? E se de repente a moda fosse expor na cabeça um cocá de Carmem Miranda, todas se atreveriam? O que é melhor ao escolher uma roupa para ressaltar sua beleza, que as peças tenham um diálogo com sua personalidade e com seu corpo ou simplesmente se amoldar à onda do sucesso?
Não sei se sou eu que estou ultrapassada, mas acredito que a melhor forma de se fazer notar é mantendo um estilo próprio, apropriado com sua idade e com as linhas que definem a silhueta e determinar, em cada medida, sua personalidade que apresentará ao mundo a mulher que você é, avessa aos padrões e totalmente distinta da série que se desdobra pelos bares e praças da cidade.
Sermos únicas me parece ser uma questão de decisão de cada uma. Mas será que queremos ser particulares?
Há quinze dias, sentada num barzinho da cidade, observava o desfile feminino e seus modelitos semelhantes. Naquele momento comprovei que usar shorts acima do joelho com um bom par de saltos, era o quente da estação. Contei uma, duas... dez, vinte, perdi as contas e comprovei que a maioria das beldades presentes naquele espaço, usavam o mesmo molde.
Até aí nada de mais, o tipo de roupa combina com o verão brasileiro, é prática, confortável e bonita, mas será que todas cabiam naquele corte costura? Daí surge a ausência completa de individualidade, pois adentravam nos shorts desde moçoilas de 15 anos até as senhoras de 60. Contudo, o problema não é ter 60 anos, mas saber se o modelo está adequado ao seu corpo e se a composição terá um final feliz e é aí que entra um quesito chamado bom senso ou ausência de senso crítico para saber o que melhor se encaixa ao seu corpo.
Por que é moda, todas devem usar, mesmo que fiquem expostas as pernas que estariam mais elegantes se estivessem vestidas numa bela calça comprida, ao invés do short que registra as formas não bem definidas?
O desfile de mulheres em série, todas trajando a mesma peça, impacientou-me. Onde estava a singularidade dessas mulheres? E se de repente a moda fosse expor na cabeça um cocá de Carmem Miranda, todas se atreveriam? O que é melhor ao escolher uma roupa para ressaltar sua beleza, que as peças tenham um diálogo com sua personalidade e com seu corpo ou simplesmente se amoldar à onda do sucesso?
Não sei se sou eu que estou ultrapassada, mas acredito que a melhor forma de se fazer notar é mantendo um estilo próprio, apropriado com sua idade e com as linhas que definem a silhueta e determinar, em cada medida, sua personalidade que apresentará ao mundo a mulher que você é, avessa aos padrões e totalmente distinta da série que se desdobra pelos bares e praças da cidade.
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