quarta-feira, 13 de abril de 2011

Meu bolso está furado

Caras leitoras, todas sabemos que os problemas que afligem as mulheres não são somente os chamados de sentimentais. Há os que dizem respeito à ordem econômica e que, infelizmente, terminam refletindo no comportamento.
Os dilemas relacionados ao financeiro dizem respeito, quase sempre, a um fator comum entre as mulheres: meu salário não chega ao final do mês, preciso ganhar mais para suportar meus gastos. Essa é a constatação. Diante dessa perspectiva, estaremos sempre contando com algo que é possível, mas não é certo: um acréscimo nos nossos rendimentos. Quando esse aumento não é possível, não paramos para pensar sobre nosso comportamento econômico. Será que é o salário que deve se encaixar em nossos gastos ou nós que devemos administrar nossas despesas em função da nossa renda?
O que pega, na maioria das vezes, é estar atrelada ao mundo do consumo e não conseguir a libertação. Portanto, se você tem um salário fixo e vive apertada, preste atenção se suas necessidades de compra são reais ou se são frutos da influência das luzes dos shoppings em liquidação.
Para viver de acordo com o orçamento há alguns movimentos necessários. O primeiro é ter como objetivo diminuir a fatura do seu cartão de crédito e chegar ao total de 10% do seu salário. Para alcançar esta meta, a primeira medida é dispensar, imediatamente todos aqueles mimos desnecessários que fazemos com nós mesmas, todos os meses, espichando em divisões de parcelas que só subtraem nossa grana.
Mas você pode se perguntar: como poderei alcançar este fim se justamente neste mês, há três aniversários de pessoas queridas? Calma, ninguém vai deixar de ser prestigiado, mas presentear não rima com artigos caros, mas com itens criativos e, ao usar a criatividade, você estará exercitando seu poder econômico.
Além dos presentes, outros itens ilustram sua lista de necessidades, ao quais você terá que eliminar e eleger o que compõe, realmente, sua necessidade. Portanto, aderir a todas as liquidações que duram só três dias, ou só até amanhã, não constitui um passo de inteligência, mas uma forma de sedução ao consumo. Ora, as promoções aparecem semestralmente e nunca devemos correr para as lojas como se fosse a ultima chance das nossas vidas.
O fato é que vivemos numa sociedade voltada para o modismo e o consumo de itens inúteis. Nosso celular, além de ligar e receber chamadas deve ter mil atribuições que ao distinguir o aparelho, automaticamente marca nossa imagem no meio social. Somado ao aparelho celular estão as outras necessidades que julgamos básicas, como o sapato no modelo da hora, a bolsa adequada às formas mais usuais e a roupa em acordo com os freqüentes moldes das vitrines. Entretanto, se formos avaliar esses artigos são todos supérfluos e, quem sabe, desnecessários.
As mulheres já têm na agenda básica de beleza as obrigações de fazer unhas, depilação e cabeleireiro, que custam alguns cifrões no orçamento, por isso, se o bolso está furado e o rico dinheirinho acaba antes da chegada do próximo pagamento, abra uma planilha Excel, disponha sua receita e suas despesas e corte as linhas dispensáveis que oneram a liquidez do seu ganho. Domine sua vida orçamentária e verá como é saudável viver de acordo com seu poder aquisitivo.
Se ainda assim, minha amiga leitora, você tem um emprego e um cifrão no final do mês e não se sente contente, busque alternativas que lhe satisfaçam como investir mais na sua carreira e deste modo poder exigir melhor salário, ou criar um diferencial na sua carreira e assim partir para novos ganhos, ou ampliar seu campo de ação e, portanto, aumentar seus proventos. Depois de todas essas investidas, resta-lhe sempre o cuidado de organizar sua planilha de gastos e torná-la condizente com os ganhos obtidos. Boa sorte e bolso cheio!

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