segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Não sou Angelina, mas sou jolie.


Brad Pitt é um espetáculo: lindo, loiro, rico, tem olhos azuis e um charme incomparável, mas.... não está disponível na primeira esquina. Ele deve estar em algum lugar distante, com sua jolie Angelina (ou não).

Mas o que temos com isso?

O que temos é o nosso perturbador sonho idílico de que os nossos devem ser como Brad e se não temos, sonhamos com algo (alguém) na mesma forma. Eternamente insatisfeitas, vitimas de um modelo a seguir, as mulheres se deslumbram e se desbundam com o que não podem ter e seguem choramingando porque queriam este o aquele, ou isto ou aquilo, mas sempre algo (alguém) que está fora do alcance. E se o problema não está no outro, está nelas: ora é o peito que devia se maior (ou menor), pois depende do numero do sutiã; ora é a cintura que devia se encaixar no manequim 38 (no máximo 40), ora querem bíceps, tríceps e todos os pssss possíveis, pois inventaram um modelo para ser “gostosa”.

Fora de rota, seguimos, malcontentes, contrariadas, aborrecidas que aborrecem a todos, por conta dos desejos de ter/ser outros que não temos e não somos. E que tal se resolvêssemos descobrir as vantagens em sermos nós mesmas, com nossos pares que escolhemos, com nossas formas não idealizadas, mas nós, com o que somos e temos de direito, para simplesmente ser feliz?